Sobre o coletivo

O COLETIVO PAGAS reúne ativistas do movimento estudantil que estudam em instituições privadas de ensino superior em Belo Horizonte/MG.

A maioria de nós, estudantes brasileiros, é excluída do acesso à educação pública e gratuita. Cerca de 82% das instituições de ensino do país são privadas. Sofremos diariamente os ataques das empresas que, com apoio do Governo Federal, mercantilizam o saber.

Desde o início da década de 80, as políticas neoliberais impostas pelo Banco Mundial e o FMI têm garantido que os grandes capitalistas que exploram o “mercado da educação” se beneficiem enormemente dos incentivos e ajudas financeiras dos governos.

No Brasil, isso se tornou ainda mais evidente durante no Governo Lula, que traiu o povo e continuou levando a cabo os projetos neoliberais para a educação. Sem seus financiamentos bilionários por meio do BNDES, sem os programas de isenção fiscal, o FIES, o Prouni, as anistias das dívidas etc, as universidades privadas brasileiras teriam entrado em colapso.

Isso mostra de forma muito clara que, além das mensalidades altíssimas, em última instância, o dinheiro suado dos impostos pagos pelo povo trabalhador é o que garante boa parte dos lucros desses parasitas.

Com a crise econômica, muitas dessas instituições quebraram em todo o país. Nesse processo, várias foram compradas pelos tubarões do setor. É o caso de instituições belorizontinas como o Centro Universitário Newton Paiva (comprado pelo Grupo Splice), o UNI-BH e o UNA (ambos adquiridos pelo Grupo Anima).

Nessas e em outras universidades tradicionais de Belo Horizonte, como a PUC-Minas, por exemplo, as mantenedoras têm avançado na precarização do ensino, implantando a educação à distância, superlotando salas, não investindo no quadro de funcionários e docentes, bibliotecas, salas, prédios e laboratórios; cortando bolsas e obrigando estudantes inadimplentes a abandonarem seus cursos. As mensalidades só aumentam a cada semestre, com reajustes constantes que superam até mesmo os índices de inflação.

Ainda não satisfeitos com todos os ataques já proferidos contra os estudantes, os mercadores do saber criaram também o CINEB – Cadastro de Informações de Estudantes Brasileiros, uma espécie de o “SPC da educação” que os permite perseguir e criminalizar os estudantes pobres que caem na inadimplência.

O que se vê hoje no ensino privado é um vampirismo total. Não podemos assistir a toda essa exploração de maneira passiva. Educação não é mercadoria; é um bem público que deve ser garantido pelo Estado. Precisamos nos unir, nos organizar para lutar contra essa realidade torpe! Já nos enfrentamos contra a ditadura, derrubamos Collor, lutamos pelas Eleições Diretas, defendemos o petróleo brasileiro… Chegou a hora de lutarmos contra as políticas neoliberais para o ensino e os capitalistas da educação!

O COLETIVO PAGAS foi criado para que possamos resistir contra todos esses ataques. Ele surgiu da iniciativa de estudantes que acreditam que a unificação das lutas contra a mercantilização do ensino é uma necessidade urgente. Hoje, companheiros da PUC-Minas, Newton Paiva e UNA constroem o coletivo.

Venha e se junte a nós nessa trincheira! Envie-nos um e-mail para coletivopagas@gmail.com.

Nos vemos nas lutas!

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