Archive for março \22\UTC 2010

Professores e funcionários da rede municipal de ensino de Belo Horizonte deflagram greve!

22/03/2010

Educadores e funcionários da rede municipal de Belo Horizonte (MG) estão em greve desde o último dia 16 de março.  Neste mesmo dia cerca de 4 mil trabalhadores em educação, saúde, policia civil e demais servidores das secretarias de estado realizaram um grande ato unificado na Cidade Administrativa de Aécio Neves (MG), construída às custas do sucateamento da educação e saúde e de ataques aos direitos dos servidores públicos.

A reivindicação central da categoria se refere à proposta de 22,41% de reajuste salarial, isonomia salarial e funcional das professoras da educação infantil e demais auxiliares. Propostas de melhoria nas condições de trabalho constam da pauta dos grevistas.

A exemplo dos professores que estão em greve em São Paulo, os belorizontinos também são contra a política de premiação por mérito em substituição à política de recuperação de perdas salariais. Esta semana será de intensa mobilização da educação na cidade, a fim de colocar a greve na rua e exigir do prefeito Márcio Lacerda (PSB/PT/PSDB) que abra negociações imediatamente. No próximo dia 23 de março, será realizada outra assembleia geral para se definir os rumos do movimento. Tudo indica que a greve se fortalecerá.

Professores de vários outros estados, como São Paulo, Rio grande do Norte e Paraíba, também estão em luta. Para mais informações, acesse o site na Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) e do Coletivo Fortalecer (formado professores da rede municipal de BH que dirigem o Sind-REDE):

 www.conlutas.org.br   –   http://coletivofortalecer.blogspot.com/

*Com informações do professor Gustavo Olimpio, de Belo Horizonte (MG), e da Conlutas. 
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NA PUC MINAS, COLETIVO PAGAS E ANEL REALIZAM DEBATE SOBRE O HAITI

12/03/2010

Nesta última terça-feira, 09, na PUC Minas (campus Coração Eucarístico) o Coletivo Pagas em conjunto com a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre), a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) e diversas entidades estudantis de base realizou um importante debate sobre a realidade social do Haiti. Foi dado enfoque principalmente na história de subjugo bélico do país às potências imperialistas e nas conseqüências que o terremoto provocou sobre a situação política e econômica de um já sofrido, porém resistente povo negro.

Otávio Calegari Jorge, acadêmico da UNICAMP que presenciou o terremoto e estuda a realidade social do Haiti.

O evento mobilizou cerca de 50 estudantes da PUC que puderam ouvir os interessantes relatos de Otávio Calegari Jorge, acadêmico de Ciências Sociais da UNICAMP que presenciou o terremoto e é membro da ANEL. Também puderam refletir sobre as análises do professor Javier Alberto Vadell, que leciona Economia Política no curso de Relações Internacionais da instituição e desenvolve pesquisas sobre as questões político-econômicas da América Latina.

O debate teve como principal objetivo denunciar aquilo que é omitido pela imprensa hegemônica, além de lançar a campanha nacional da ANEL/CONLUTAS de solidariedade aos trabalhadores e ao povo haitiano nas instituições privadas de ensino superior de Belo Horizonte. “O Haiti Precisa de ajuda, não de ocupação militar” é o mote da campanha.

Para conhecer mais a respeito do Haiti,  indicamos estes materiais:

8 DE MARÇO: MULHERES LUTADORAS FORAM ÀS RUAS EM BH

11/03/2010

As militantes do Movimento Mulheres em Luta gritaram bem alto: "Mulher de luta é radical, não é capacha do Governo Federal!".

Neste último 08 de março, Dia Internacional da Mulher, Belo Horizonte assistiu a uma de suas maiores manifestações feministas dos últimos anos. Cerca de mil participantes e 54 entidades feministas e sindicais, entre elas o Movimento Mulheres em Luta, a Conlutas e a Via Campesina, construíram uma grande marcha em homenagem aos 100 anos desta data de luta das trabalhadoras de todo o mundo. Estudantes do Coletivo Pagas e da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL) também marcaram presença na luta contra a opressão. 

A ampliação do número de creches e da licença-maternidade de seis meses, obrigatória e sem isenção fiscal, foram alguns dos eixos principais incorporados como bandeira da marcha unificada. Além, é claro, das denúncias contra o machismo, a homofobia, o racismo e a exploração da classe trabalhadora pelos grandes capitalistas. 

A passeata, que em um momento atingiu quase um quilômetro de extensão, partiu da Praça da Assembléia, onde estavam acampadas cerca de 400 mulheres do MST e Via Campesina. As manifestantes passaram por quatro pontos estratégicos de denúncia: o Ministério Público, o Banco Central, o Carrefour e a Prefeitura. 

As estudantes da ANEL denunciaram o machismo e a exploração como problemas inerentes ao capitalismo.

As mulheres da Conlutas foram destaque no ato. As trabalhadoras do SINDEESS, sindicato da saúde privada filiado à Conlutas, fizeram uma procissão com cruzes e um caixão com fotos de mulheres assassinadas. Em frente ao Banco Central, a CONLUTAS e a ANEL organizaram a denúncia da política econômica de Lula, que garante os superlucros dos bancos e empresários no País e deixa cada vez mais na miséria a massa trabalhadora. 

Na PBH, cuja administração é a aliança clara entre PT e PSDB, o SIND-REDE BH (filiado à Conlutas) e o SINDBEL fizeram denúncias e exigências como creches e a aplicação da licença-maternidade de seis meses para as servidoras municipais. Também ali as ocupações urbanas que lutam pela moradia protestaram contra ameaça de despejo de centenas de famílias ocupantes e contra a conivência da Prefeitura com a forte especulação imobiliária da cidade. 

O grande ato unificado das mulheres de BH e MG terminou na Praça Sete, ao som da Internacional Comunista e resgatando o sentido histórico desta data, originalmente sugerida em 1910 pelas mulheres socialistas da Segunda Internacional como manifestação de apoio e continuidade da luta das trabalhadoras de todo o mundo.

A CUT, a UNE e demais setores oportunistas atrelados ao Governo Lula, realizaram um ato separado e vergonhosamente eleitoreiro em apoio à Dilma Rousseff.

*Com informações de Lívia Furtado, da Conlutas-MG ( http://www.conlutas.org.br/ )

Haiti – Pesquisador da UNICAMP fala na PUC-Minas

07/03/2010

Cartaz de divulgação

O pesquisador da Unicamp, Otávio Calegari Jorge, que presenciou o terremoto no Haiti, estará na terça feira, dia 09 de março, às 18:30, na PUC-MG-Coração Eucarístico, para um debate. No final de dezembro de 2009, um grupo de 8 pesquisadores da Unicamp foi para o Haiti realizar uma pesquisa de campo. A investigação, coordenada pelo antropólogo Omar Thomaz Ribeiro e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi interrompida pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010 que arrasou aquele pequeno país do Caribe. As primeiras impressões da tragédia foram relatadas pela equipe de pesquisadores no Jornal Folha de São Paulo, dentre outros jornais e por meio do blog da pesquisa , sendo repercutida por todos os meios de comunicação no país.

Nesta terça dia 9 de março, às 18h, Otávio Calegari debate algumas de suas impressões sobre a presença militar brasileira no Haiti e sobre a ajuda internacioal à esse pequeno País.

DEBATE COM

Otávio Calegari Jorge, Estudante da UNICAMP que testemunhou o terremoto do Haiti, membro da ANEL

Javier Alberto Vadell, Professor de Relações Internacionais da PUC MINAS.

Roberto Verônica, Militante do Movimento Negro e membro do GT de Negros e Negras da CONLUTAS.

Gilson Reis, Presidente do Comitê Mineiro de Apoio ao Haiti.

LOCAL: PUC COREU

PRÉDIO: 4

AUDITÓRIO: I

RELATORIA DA ÚLTIMA REUNIÃO DO COLETIVO PAGAS REALIZADA EM 27/02/2010

04/03/2010

PRESENTES:

Hernane (Serviço Social UNA), Cairo (Ciências Sociais PUC-COREU), Helena (Pedagogia UFMG), Luis (Arquitetura PUC-COREU), Felipe (Ciências Sociais UNICAMP), Michele (Serviço Social UNA), Rayane (Comunicação Integrada PUC-SG), Israel “Xandin” (Comunicação Integrada PUC-SG), Luiza (Comunicação Integrada PUC-SG), Diego (Comunicação Integrada PUC-SG), Ricardo (Jornalismo NEWTON PAIVA).

 

PAUTA:

1 – Rodada de informes sobre e situação em cada universidade;

2 – Campanha de Solidariedade de classe ao povo do Haiti;

3 – Participação do Coletivo nos atos do Dia Mundial de Luta das Mulheres (8 de Março);

4 – Agendamento da próxima e união e produção de Jornal;

5 – Informes variados.

 

DISCUSSÕES E ENCAMINHAMENTOS:

1 – Rodada de informes sobre e situação em cada universidade;

PUC CORAÇÃO EUCARÍSTICO – Com a chamada “departamentalização”, cursos foram remanejados de instituto sem consulta prévia à comunidade acadêmica e sem planejamento de estrutura. O problema se deu, pelas palavras da pró-reitoria de infra-estrutura, por necessidade de corte de gastos. O DCE e a UNE não tomaram iniciativas quanto a isso, foram complacentes. Além disso, 48 professores foram demitidos, segundo a reitoria, por exigências do MEC e outros tiveram sua carga horária reduzida drasticamente. A situação lembra o ocorrido na PUC-SP, porém em menor intensidade. Os estudantes de Serviço Social realizaram assembléias para discutir o assunto e a ANEL fez uma denúncia nacional do problema.

UNA – Serviço Social e outros cursos sofreram mudança de curricular, tornando o ensino modulado. Isso tem gerado problemas aos alunos fatoriais. Com a modulação, horários de aula vagos contam como aula normal e são cobrados nas mensalidades. O estágio só passa a valer a ser creditado pela instituição a partir do 5° período; antes era a partir do 4° e já era ruim. O acervo da biblioteca e a infra-estrutura das salas são muito precários.

NEWTON PAIVA – O currículo de Jornalismo, bem como de vários outros cursos, foi alterado no ano passado e está muito mais tecnicista. Ao todo, mais de mil disciplinas foram excluídas do currículo ou viraram optativas, sendo cursadas por ensino a distância. A cota de impressões dos alunos e professores que era de 30 folhas passou pra 20, e pretendem diminuir até que acabe por completo. Alunas gestantes pagam taxas de serviço por atendimento especial e inúmeras taxas passaram a ser cobradas nas secretarias, como por exemplo, pedido de revisão de nota das provas que agora custa a bagatela de 50 reais. É preciso mobilização conjunta dos estudantes de faculdades particulares, pois passamos pelos mesmos problemas.

PUC SÃO GABRIEL – Recentemente, o D. A. de Letras teve sua sede invadida e seus pertencer roubados por estudantes do D. A. de Administração. Uma parede foi derrubada para unir a sala ao espaço que no passado pertenceu ao D. A. de Ciências Sociais (curso remanejado para outro campi). Essa mudança foi feita sem discussão prévia no conselho de D. A.s e a pró-reitoria acadêmica, mesmo sabendo previamente de tudo o que aconteceu, se omitiu completamente perante o problema, sendo conivente com a arbitrariedade. Por traz dessa manobra está o DCE, ligado à UNE e à partidos corruptos como PSB, PCdoB e PT. Foi proposto que os alunos de letras da PUC São Gabriel façam uma denúncia nacional sobre o problema por meio da ANEL.

 

2 – Campanha de Solidariedade de classe ao povo do Haiti;

Não se pode explicar toda a tragédia ocorrida no Haiti apenas com base no terremoto. Mesmo com um desastre dessa magnitude, não era necessário que cem mil pessoas morressem. O mesmo não aconteceria em países que vivem outra realidade social, como os EUA, o Japão etc. A real explicação dessa tragédia é a exploração capitalista selvagem que devasta o país. Os EUA controlam a economia do Haiti há quase 200 anos, através de inúmeras ditaduras (como a dos Papa Doc) e de governos “democráticos” burgueses. O salário mínimo no Haiti é de 120 gourdes na indústria têxtil (pouco mais de cem reais mensais). O desemprego gira em torno de 70-80% e pressiona os trabalhadores a aceitarem essa miséria. Grandes empresas têxteis norte-americanas pagam salários mais baixos que os dos chineses, como a Levi’s e a Gap. Para essas empresas, a miséria haitiana é uma grande fonte de lucros. As tropas da ONU que invadiram o país sob comando do exército brasileiro nunca cumpriram um papel humanitário como informa a imprensa burguesa. As condições de vida dos haitianos não melhoraram em nada com a atuação das tropas. O que as elas fazem, na verdade, é garantir a ordem pública e a defesa da propriedade privada para que a exploração do país pelas multinacionais não enfrente resistência popular. Foi encaminhado que o Coletivo Pagas se some à campanha de solidariedade classista da ANEL, exigindo a retiradas das tropas de ocupação brasileiras e internacionais realizando campanhas financeiras, palestras e atos políticos para ajudar os trabalhadores daquele país. A primeira atividade do Coletivo Pagas para colaborar com a campanha será na PUC Coreu, no próximo dia 9 de março e contará com a presença de Otávio Calegari Jorge, estudante da UNICAMP e membro da ANEL, que estava no Haiti no momento do terremoto.

 

3 – Participação do Coletivo nos atos do Dia Mundial de Luta das Mulheres (8 de Março);

O Movimento Mulheres em Luta, ligado à Conlutas, no dia 8 de Março realizará, em conjunto com outras entidades feministas, um ato público pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras. Foi encaminhado que os ativistas do Coletivo Pagas participem do ato e busquem promover no futuro atividades sobre as opressões machista, racista e homofóbica nas suas universidades.

 

4 – Agendamento da próxima e união e produção de Jornal;

Ficou definido que a próxima reunião do Coletivo será no dia 13 de março, na sede da Conlutas-MG, porém em novo horário: 15h. As reuniões itinerantes nas universidades serão aquelas com caráter de apresentação do Coletivo. Quanto ao jornal, ficou definido que ele passará a ser produzido após a realização do Seminário Programático do Coletivo.

 

5 – Informes variados.

A Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), uma central sindical que reúne entidades dos movimentos sindical, popular, estudantil e de combate às opressões, poderá em junho deste ano, no Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), fundir-se com outras organizações dos trabalhadores brasileiros, como a Intersindical, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Movimento Terra,Trabalho e Liberdade (MTL), a Pastoral Operária de SP e o Movimento Avançando Sindical (MAS). Isso concretizará uma etapa importante da reorganização dos trabalhadores brasileiros por fora das centrais sindicais cooptadas pelo governo e pela burguesia, como a CUT, CTB e a Força Sindical. Foi proposto os que ativistas do Coletivo que tiverem interesse participem do congresso como observadores.