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PUC MINAS INICIA ONDA DE ATAQUES À QUALIDADE DE ENSINO PARA REDUZIR CUSTOS E AUMENTAR SEU LUCRO

24/02/2010

Por Washington Oliveira, Helena Toffoletti e Ricardo Malagoli,
do Coletivo Pagas  (Belo Horizonte, MG) e da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL).

Os estudantes de serviço social da PUC-Minas começam a se mobilizar.

Ao voltar às aulas, os estudantes da PUC Minas campus Coração Eucarístico, situado em Belo Horizonte, foram surpreendidos com uma nova organização realizada pela PUC durante as férias. A reitoria juntou vários departamentos em um mesmo instituto, com o argumento de reduzir custos e cumprir o estatuto da universidade. Este processo está sendo chamado pelos gestores de “departamentalização”.
 
Os estudantes do curso de Serviço Social têm questionado a forma autoritária como foi implementada esta reestruturação. E, além disso, desconfiam do seu teor político, já que a PUC aumentou em 5,9% a sua mensalidade, jogando por água abaixo o seu argumento vago de redução de custos. Os estudantes realizaram duas assembléias com ampla participação do corpo discente para discutir o tema. Na ultima, o Prof. Rômulo Albertini (Pró-reitor de Logística e Infraestrutura) afirmou, quando foi questionado se esta departamentalização era só uma mudança estrutural, que já “foram demitidos 48 professores para melhorar o ensino e muitos outros tiveram sua carga horária de aulas reduzidas” e que a PUC “está executando essas ações para se adequar às exigências do MEC”. Já se sabe que estão juntando turmas de diferentes cursos em uma mesma sala, nos casos em que há disciplinas comuns.
 
O DCE (dirigido pelos neoliberais do PSDB) que faz parte do conselho universitário, assim como a UNE, até agora não fizeram nenhuma denúncia consistente quanto ao projeto. Nós da ANEL, que estivemos presentes nas assembléias denunciamos o caráter verdadeiro deste projeto, que é diminuir os gastos e aumentar os lucros, sacrificando a qualidade do ensino. A chamada “departamentalização” é na verdade um duro ataque a qualidade do ensino e conta com o aval do Governo Lula!
 
Neste sábado 27, será realizada a reunião do Coletivo Pagas (uma organização de Belo Horizonte, MG, que reúne estudantes de várias universidades particulares) para organizar a luta na PUC Coração Eucarístico.
 

Contra a “departamentalização”!
Contra o aumento de 5,9% nas mensalidades!
Estabilidade no emprego: pela readmissão imediata de todos os professores demitidos!
Educação não é mercadoria, é um direito humano!

Nossa próxima reunião será neste sábado, dia 27!!!

23/02/2010

Amigos e amigas estudantes de
faculdades particulares de BH e Região!

Estamos marcando a primeira reunião de 2010 do COLETIVO PAGAS para o próximo dia 27, sábado, às 14h, na sede da CONLUTAS-MG!

ENDEREÇO: CONLUTAS – RUA DA BAHIA, Nº 504, 3º ANDAR (ESQUINA COM A RUA CARIJÓS, PRÓXIMO À PRAÇA DA ESTAÇÃO)

É muito importante que tod@s participem para que possamos avançar cada vez mais na construção de uma ampla rede de debate e colaboração entre os lutadores do movimento estudantil em universidades particulares. Vejam abaixo a atual sugestão de pauta da reunião e fiquem a vontade para proporem as modificações que considerarem construtivas!

1º ponto:
INFORMES E DISCUSSÕES SOBRE A SITUAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL EM CADA UNIVERSIDADE PAGA ONDE ESTUDAMOS.

2º ponto:
PROPOSTA DE REALIZAÇÃO DE UMA CAMPANHA EM SOLIDARIEDADE AO POVO DO HAITI NAS UNIVERSIDADES PAGAS DE BH.

3º ponto:
DISCUTIR A PARTICIPAÇÃO DO COLETIVO NOS ATOS DO DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES E A REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES EM CADA UNIVERSIDADE
SOBRE AS OPRESSÕES RACISTA, MACHISTA E HOMOFÓBICA.

4º ponto:
INFORMES SOBRE ASSUNTOS VARIADOS E AGENDAMENTO DA NOSSA PRÓXIMA REUNIÃO

VIVA O MOVIMENTO ESTUDANTIL UNIFICADO, INDEPENDENTE E COMBATIVO!

VENHA CONSTRUIR O COLETIVO PAGAS!

DIRETÓRIO ACADÊMICO DO CURSO DE LETRAS DA PUC SÃO GABRIEL FOI INVADIDO E ROUBADO

12/02/2010

Entenda como um sistema corrupto age livremente dentro da PUC São Gabriel 

O D.A. de Letras foi invadido no último mês de janeiro. Os objetos que estavam no espaço, tais como documentos do Diretório e artigos da comissão de formatura do 7° período do curso foram furtados e a sala foi ocupada. Se já não bastasse toda uma série de atrocidades que são cometidas no campus há muitos anos, como o roubo de computadores e urina humana encontrada em sala de Diretórios por diversas vezes, agora presenciamos a invasão de um espaço autônomo de uma organização estudantil independente. Com isso, os alunos de Letras não têm mais acesso ao seu próprio D.A, já que as fechaduras também foram trocadas pelos invasores.

Imagine só você chegando em sua casa, não conseguir abrir a porta da própria sala e apenas ver pela janela que seus pertences não estão lá e que a casa foi totalmente transformada sem a sua autorização e você não tem para onde ir? Um absurdo.

O mais complicado de toda a situação é que a Pró-reitoria da PUC São Gabriel é omissa e não teve nenhuma atitude para impedir que isso acontecesse. Também não se prontificou a tomar alguma decisão sobre o assunto, ou seja, não fizeram NADA. Com isso ela está mostrando a sua grande mediocridade, ineficiência e parcialidade em cumprir o seu papel institucional tão propagandeado ao não se impor da forma que deveria fazer dentro da Universidade. Muito pelo contrário, se manifestam apenas quando o que está em jogo é a construção de um movimento estudantil de verdade e autônomo, por meio de ações autoritárias como a suspensão de alunos que de fato lutam por uma Universidade mais justa e uma sociedade igualitária.

É preocupante sabermos que estamos estudando ao lado de grandes bandidos e vândalos que usam artifícios ilegais para deturpar a ordem e a pragmática de todo um movimento estudantil de luta. Além disso, é mais preocupante ainda saber que temos uma Pró-reitoria totalmente conivente e impotente diante de qualquer situação que acontece aqui dentro, e que com isso, só contribuem para que todo esse desrespeito a você, estudante, só aumente a cada dia com essa esfera de impunidade. Tudo isso só comprova o fato de que estamos cercados por uma grande Máfia.

Até  quando suportaremos pacificamente essa situação? O que mais precisa acontecer para termos ciência de que não podemos deixar esse tipo de coisa ir adiante? Eles vão se apropriar de uma coisa que não é deles e pronto? Fica por isso mesmo? É hora de fazermos um levante e mudarmos de uma vez por todas esse cenário de corrupção e impunidade que se instalou aqui na PUC São Gabriel.

Conclamamos todos os estudantes, esclarecidos e comprometidos com uma Universidade digna e que realmente queiram ajudar a transformar a sociedade, a se unirem a essa luta!

ESTUDANTES BRASILEIROS APROVAM AÇÕES DE SOLIDARIEDADE AO POVO DO HAITI

11/02/2010

Além da plenária nacional, a ANEL também se incorporou em atos públicos que denunciaram o recrudescimento da ocupação militar do Haiti.

Cerca de 200 estudantes ocuparam o ginásio da UCSAL para participar da primeira atividade Nacional da ANEL em 2010. A mesa foi inicialmente composta pelo representante da Conlutas, Mancha; o representante do Andes- SN, Rodrigo Dantas; o estudante Otávio Calegari, que estava no Haiti no momento do terremoto e por fim pelo membro da Comissão Executiva Nacional da ANEL, Henrique Saldanha. A atividade foi apresentada por Luiz e Ilze, representantes estaduais da ANEL Rio de Janeiro e Bahia.
 
A discussão iniciada pelo ANDES e em seguida pela Conlutas abordou a Conjuntura retomando desde o difícil ano de crise em 2009 até o apontamento dos grandes desafios colocados ao conjunto dos movimentos sociais em 2010. Ambos os representante ressaltaram a importância da aliança do movimento estudantil com os trabalhadores para superar as traições das direções governistas da CUT e UNE, construindo uma nova direção combativa e independente tanto para o movimento sindical e popular quanto para o movimento estudantil. Na perspectiva da necessidade da unificação dos movimentos, Mancha da Conlutas apresentou o CONCLAT (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora) que terá como tema a unificação entre a Conlutas e a Intersindical em uma só ferramenta independente da classe trabalhadora.
 
O segundo momento da mesa foi tomado pela discussão em torno do Haiti. A plenária ficou atenta a apresentação do estudante Otávio Calegari que esteve no Haiti durante o terremoto pois participa de um grupo de pesquisa sobre o país. Otávio relatou com detalhes sua experiência desde sua chegada até os momentos pós-terremoto. Ele relatou suas percepções pela experiência concreta de visitas à fabricas, que superexploram a barata mão-de-obra haitiana, e até a maior favela de Porto Príncipe, Cité Soleil. O estudante expôs a situação de completa ausência do Estado e de qualquer contribuição das tropas de ocupação mesmo antes do desastre natural. O estudante criticou também o papel de ONGs que cumprem um papel auxiliar as tropas da Minustah.
 
Otávio contou que após o terremoto o caos social do país ficou ainda mais evidente: os corpos pelo chão, a falta de ajuda, comida e água se tornaram o cotidiano do país. Apesar disso, Otávio conta que não foram às tropas de ocupação que cumpriram o “papel humanitário”. Ele presenciou a solidariedade do próprio povo que por si só buscou comida e água, lutou para resgatar os corpos e montou os acampamentos para os desabrigados. Todo seu relato se tornou um exemplo vivo de que o Haiti precisa de fato de ajuda mas que somente uma Campanha de Solidariedade construída de forma independente e entregue as organizações dos trabalhadores haitianos é possível reverter de fato algo ao país.
 
Henrique Saldanha, pela ANEL, se apoiou no exemplo de experiência vivida por Otávio mas também na sua própria experiência como negro e morador da Bahia, estado com a maior população negra do país, para debater o tema acerca de toda a exploração e opressão sofrida pelo povo negro e haitiano e as conseqüências do terremoto para o Haiti. Henrique lançou as bases da Campanha da ANEL “Estudantes Brasileiros em Solidariedade ao Haiti – O Haiti precisa de ajuda, não de ocupação militar”. O estudante explicou a importância da construção de uma campanha classista de solidariedade também pelos estudantes. Somado a isso, ressaltou que diferentemente da UNE que em seu último Congresso aprovou apoio as tropas da ONU, é necessário intensificar o debate contra a ocupação militar no Haiti. A campanha tem objetivo de ir a Escolas e Universidades do país inteiro para debater o tema e arrecadar fundos para serem enviados ao Haiti através da Campanha já iniciada pela Conlutas.
 
Por fim, foi chamado a mesa para uma saudação o haitiano Frank Seguy. Ele retomou o histórico de dominação pelo imperialismo no país e reforçou o informe de Otávio, contando outras experiências com as tropas de ocupação. Por fim, agradeceu e reforçou a importância da campanha de solidariedade ao Haiti construída de forma independente.
 

Após as apresentações, a plenária foi seguida com várias intervenções de estudantes e entidades do Brasil inteiro. Foram muitos informes da construção da ANEL nos Estados, das lutas nas Universidades e Escolas e dos novos desafios ao movimento estudantil.

Anel Bahia e Conlutas apresentam o debate sobre Questão racial

O segundo momento da plenária foi tomado pelo debate sobre a questão racial. A mesa contou com o representante do GT de Negros e Negras da Conlutas, Júlio Condac e com o estudante Jean representando a ANEL Estadual Bahia, primeira estadual a realizar Iº Seminário de Consciência Negra da Anel. O debate girou em torno do debate sobre a questão racial evidenciando toda opressão sofrida pelos negros e negras. O programa defendido por ambos os representantes incluia uma perpectiva de raça e classe na luta contra a combinação da exploração capitalista e da opressão étnico-racial, esta última responsável pela manutenção e ampliação do abismo sócio-econômico existente entre brancos e negros.

Nesse ponto da plenária também foi aprovada que a ANEL assinaria e participaria do encaminhamento do processo contra a violência presenciada por diversos manifestantes ao final da marcha do Haiti na noite do dia 29/02. Um policial atirou em um morador de rua, negro e pobre, achando que crime passaria anonimamente porém houve grande manifestação no momento na qual a população e os manifestantes repudiaram o ato.

Por fim, a partir de toda discussão feita na plenária todos presentes aprovaram uma carta ao conjunto do movimento estudantil que sintetiza toda discussão feita nessa vitoriosa plenária. Leia a carta em http://anelivre.blogspot.com/