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MACHISMO E SELVAGERIA NA UNIBAN

18/11/2009

DECLARAÇÃO DA ASSEMBLEIA NACIONAL DE ESTUDANTES – LIVRE (ANEL)

Fotos: Kit Gaion

Protesto da ANEL contra o machismo na UNIBAN

Na semana passada, nos deparamos com uma manifestação lamentável de machismo e selvageria no campus do ABC paulista da Universidade Bandeirante (UNIBAN). Uma aluna foi para a aula com um vestido que, segundo julgamento de alguns estudantes, era inapropriado para estar na universidade. Assim, a estudante ouviu uma barbaridade de insultos e ameaças de estupro, chegando ao cúmulo de ter de sair da universidade escoltada por policiais.

As imagens que foram rapidamente colocadas em rede demonstram a selvageria e a que ponto chegou a postura machista e preconceituosa de boa parte dos estudantes da universidade.  Como era de se esperar, a direção da universidade e algumas notas da imprensa estão tentando minimizar o absurdo deste fato ocorrido, alegando que não houve tentativa de estupro, uma vez que não houve contato físico de nenhum homem ou mulher com a estudante.

Questionamos, no entanto essa interpretação, afinal, qualquer mulher que escute menos da metade dos palavreados que a estudante ouviu já se sente fortemente ameaçada por algum tipo de violência sexual. Lamentamos por isso, também o fato de muitas estudantes mulheres estarem em meio à confusão xingando a estudante que estava de “vestido curto”, afinal essas mesmas mulheres estão sujeitas ao mesmo tipo de agressão que a estudante sofreu.
Espanta-nos também o fato de que professores e funcionários da universidade também compunham a multidão que ameaçava de forma violenta e preconceituosa a estudante, chegando a parar as aulas para agredir verbalmente a aluna.

Estudantes do ABC paulista protestam contra o machismo

Essa manifestação demonstra que a opressão à mulher segue sendo motivo de humilhação e violência. Frente a essa situação, a direção da universidade deve constatar o retrocesso da discussão sobre a questão da mulher expresso neste fato e organizar institucionalmente uma série de debates, com entidades e movimentos classistas e feministas que discutam a questão, afinal as universidades são, ou deveriam ser, espaços de manifestação livre das idéias, não cabendo manifestações com essa carga de conservadorismo.

Ao invés de questionar a vestimenta da estudante, os estudantes deveriam questionar a mercantilização do corpo da mulher, e ao invés de culpabilizar as mulheres pelas roupas que usam, devem-se questionar os valores impostos na nossa sociedade que levam a manifestações animalizadas como a que presenciamos na Uniban. Enquanto a ideologia machista perdurar, os homens se sentirão no direito de manifestar esse tipo de comportamento. O movimento sindical, popular e estudantil deve se colocar a serviço da luta contra essa ideologia que divide homens e mulheres e desarma a luta por outro tipo de sociedade, mais humana, sem machismo e sem exploração.


 
anelivre@hotmail.com
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RELATORIA DA REUNIÃO REALIZADA NO DIA 14/11/2009, NA SEDE DA CONLUTAS.

18/11/2009

Companheiros e companheiras,
 
Segue para conhecimento de todos (as) alguns pontos que foram discutidos na última reunião do Coletivo Pagas para que vocês possam acompanhar as discussões.
 
Universidades/Faculdades que participaram da reunião:
 
PUC – COREU / PUC São Gabriel / UFMG / FUMEC / UNA e NEWTON PAIVA.
 
1.  Rodada de informes:
 
* D.A de letras (PUC-São Gabriel) – Os companheiros relataram sobre o sucateamento pelo qual o curso de letras está passando através do acordo feito entre o MEC e o instituto cultural da Espanha. O acordo consiste em o instituto“formar”, no período de três meses, professores para ministrar aulas de espanhol nas escolas da rede pública sem que estes profissionais tenham o requisito da graduação. Os companheiros também falam sobre a dificuldade de mobilizar os estudantes do curso.
 
* D.A de Comunicação da FUMEC – Uma das principais lutas do curso no semestre é com relação à queda da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Já foram realizadas palestras, debates e denunciam cotidianamente a imobilidade do sindicato da categoria. Também houve recentemente a tentativa de realização de um debate sobre o ENADE e seu perverso papel na “avaliação da qualidade do ensino”. Porém, a atividade foi censurada pela diretoria da FUMEC, que não permitiu a realização da atividade no espaço da universidade.
 
* D.A de Serviço Social PUC – COREU – Custo das mensalidades excessivas nos últimos períodos, inclusão de disciplinas virtuais na grade obrigatória, troca de professores qualificados (Doutores e Mestres) por professores com titulação mínima, corte de impressão, cobrança de mensalidade indevida, são alguns dos problemas mais graves sofridos pelos estudantes.
 
* D.A Comunicação Newton Paiva – O D.A. também tentou realizar, em unidade com estudantes da FUMEC, um debate acerca do ENADE. Porém, a reitoria colocou uma série de restrições que dificultou a mobilização dos alunos para participarem da atividade. O D.A. tem se engajado na luta contra a não obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão de jornalista, participando de debates, atos públicos e denunciando a má atuação e atrelamento ao governo do sindicato da categoria.
 
 
2. Discussões sobre o Movimento Estudantil Nacional:
 
Nesse ponto discutimos pautas mais gerais da educação e a necessidade de organização frente aos ataques da Reforma Universitária.
 
* Sobre a UNE e a necessidade de reorganização – A UNE hoje é uma entidade burocratizada, atrelada ao Governo Federal e distante da base dos estudantes e de suas lutas reais. Durante todo o processo de mobilização ocorrido por todo o país no último período a UNE se colocou veemente na defesa dos projetos do governo Lula se enfrentando com os estudantes. Todas as mobilizações ocorridas em defesa da educação se deram por fora da UNE. A experiência que os estudantes tiveram com as traições da UNE culminaram no Congresso Nacional dos Estudantes, que durante quatro dias discutiram e avaliaram a necessidade de uma entidade que de fato fosse construída e dirigida pela base dos estudantes, com princípios de democracia e independência, que fosse responsável por aglutinar todos os lutadores e lutadoras do Movimento Estudantil para dar conta dos desafios do próximo período. A ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes Livre) surge desse contexto de reorganização e da necessidade de lutar com independência contra os ataques dos governos federal e estaduais contra a educação e os estudante.
* Sobre o PROUNI e o financiamento da educação – O PROUNI é uma pauta importantíssima para a discussão no Movimento Estudantil de Faculdades Pagas. Ele é o principal bojo de financiamento do dinheiro público dentro da iniciativa privada na educação. No entanto, é necessário que este coletivo se comprometa em discutir a fundo o programa, que conheça suas diretrizes a fim de discutir com os estudantes e construir na base uma alternativa e um plano de lutas contra a reforma universitária de Lula. O tema é complexo por contar hoje com o apoio da maioria da base dos estudantes, portanto não deve ser tratado com superficialidade. Outro ponto importante com relação ao financiamento é com relação ao ENADE. O governo Lula através do BNDES vai injetar mais de 6 bilhões na iniciativa privada ( faculdades privadas). O ENADE servirá como um raking para quem vai receber a maior parte da fatia, ou seja, somente as universidades bem colocadas no ENADE receberão um financiamento. A proposta é de que o coletivo estude mais essa questão do financiamento para termos uma clareza de como mobilizar os estudantes.

* Sobre a organicidade do COLETIVO PAGAS – Tiramos que a princípio nossas reuniões serão quinzenais e itinerantes nas universidades.
   
3. Encaminhamentos e propostas:
 
Fazer um panfleto com uma nota de repúdio ao caso UNIBAN e no verso um texto de apresentação do Coletivo. (Élidy ficou de encaminhar uma proposta de texto sobre a UNIBAN até terça – feira no email – Ricardo ficou responsável pelo texto de apresentação do coletivo). A proposta é que todos leiam os textos e proponham mudanças até quinta – feira, a idéia é rodar na sexta para já começarmos as panfletagens na segunda.
 
Com relação a datas e horários das panfletagens ficou acordado que cada um fará a panfletagem na sua faculdade e deverá informar a todos a data e o horário das mesmas para que possamos acompanhá-las.
 
Foi feita também uma proposta de mudar o nome do Coletivo. Como não havia tempo hábil na reunião ficamos de discutir no email e votar outro nome ou se permanece o mesmo. Temos que fazer a votação ate na sexta, para que o material saia com o novo nome caso ele seja aprovado.

REUNIÃO DO COLETIVO PAGAS, AMANHÃ, ÀS 17H

13/11/2009

O QUÊ? Reunião do COLETIVO PAGAS.

QUANDO? Amanhã (sábado, dia 14) às 17h.

ONDE? Sede da CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas). Endereço: Rua da Bahía, Edifício Amália Taboada, nº504, 3º andar. Centro de BH.