“NOVO” ENEM/SISU: DEMAGOGIA E EXCLUSÃO

26/05/2010

Por Ricardo Malagoli, da comissão executiva estadual da ANEL Minas Gerais (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre) e do “Coletivo Pagas” de resistência estudantil em faculdades particulares. 

Uma nova prova com uma velha função: nos negar o direito de estudar.

 

O Governo Lula e sua fiel mascote, a direção majoritária da União Nacional dos Estudantes (UNE), diz aos quatro cantos do país que o novo Enem é “fim do vestibular” ou a tardia “democratização do ensino”. É verdade que o formato da prova é diferente. Mas o seu objetivo é tão elitista e meritocrático quanto o do mais tradicional dos vestibulares. Trata-se apenas de uma nova navalha para continuar cortando do acesso ao ensino superior o maior número de estudantes possível. E, como acontece com todos os programas do governo para a educação, o novo ENEM tem sido implementado pelas reitorias sem qualquer tipo de discussão democrática sobre o assunto. Recentemente, na UFMG, quase dois mil protestaram no prédio da reitoria contra a adesão da faculdade ao novo modelo de prova. Suas reivindicações foram absolutamente ignoradas. 

UFMG: 2 mil estudantes lenvantam voz contra o novo ENEM

 

Segundo os governistas, uma prova de caráter nacional é uma “grande vitória para os estudantes de baixa renda” que agora “poderão competir por vagas em todo o território brasileiro sem sair do seu próprio estado”. E, para eles, é possível que os estudantes mais massacrados pelas desigualdades sociais do nosso país consigam a proeza de conquistar uma vaga sem nunca ter passado por uma educação básica de qualidade e sem contar com qualquer espécie de assistência estudantil. 

As vagas de todas as universidades do país serão disputadas entre todos os estudantes país. Isso não muda em nada o fato de que vencem os que têm melhores condições socioeconômicas. Perto ou longe de casa, está garantido o acesso ao ensino superior público somente àqueles que podem pagar pelo ensino médio privado e também pelo deslocamento e custeio dos estudos em outra cidade. Para quem estudou na escola pública ou não tem condições de se manter longe da família, absolutamente nada mudou. 

O livre ingresso à universidade e o investimento de 10% do PIB  na educação pública são as verdadeiras bandeiras do movimento estudantil! São as únicas que permitirão aos estudantes brasileiros ter seu direito de estudar garantido pelo Estado!

Anúncios

Professores e funcionários da rede municipal de ensino de Belo Horizonte deflagram greve!

22/03/2010

Educadores e funcionários da rede municipal de Belo Horizonte (MG) estão em greve desde o último dia 16 de março.  Neste mesmo dia cerca de 4 mil trabalhadores em educação, saúde, policia civil e demais servidores das secretarias de estado realizaram um grande ato unificado na Cidade Administrativa de Aécio Neves (MG), construída às custas do sucateamento da educação e saúde e de ataques aos direitos dos servidores públicos.

A reivindicação central da categoria se refere à proposta de 22,41% de reajuste salarial, isonomia salarial e funcional das professoras da educação infantil e demais auxiliares. Propostas de melhoria nas condições de trabalho constam da pauta dos grevistas.

A exemplo dos professores que estão em greve em São Paulo, os belorizontinos também são contra a política de premiação por mérito em substituição à política de recuperação de perdas salariais. Esta semana será de intensa mobilização da educação na cidade, a fim de colocar a greve na rua e exigir do prefeito Márcio Lacerda (PSB/PT/PSDB) que abra negociações imediatamente. No próximo dia 23 de março, será realizada outra assembleia geral para se definir os rumos do movimento. Tudo indica que a greve se fortalecerá.

Professores de vários outros estados, como São Paulo, Rio grande do Norte e Paraíba, também estão em luta. Para mais informações, acesse o site na Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) e do Coletivo Fortalecer (formado professores da rede municipal de BH que dirigem o Sind-REDE):

 www.conlutas.org.br   –   http://coletivofortalecer.blogspot.com/

*Com informações do professor Gustavo Olimpio, de Belo Horizonte (MG), e da Conlutas. 

NA PUC MINAS, COLETIVO PAGAS E ANEL REALIZAM DEBATE SOBRE O HAITI

12/03/2010

Nesta última terça-feira, 09, na PUC Minas (campus Coração Eucarístico) o Coletivo Pagas em conjunto com a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre), a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) e diversas entidades estudantis de base realizou um importante debate sobre a realidade social do Haiti. Foi dado enfoque principalmente na história de subjugo bélico do país às potências imperialistas e nas conseqüências que o terremoto provocou sobre a situação política e econômica de um já sofrido, porém resistente povo negro.

Otávio Calegari Jorge, acadêmico da UNICAMP que presenciou o terremoto e estuda a realidade social do Haiti.

O evento mobilizou cerca de 50 estudantes da PUC que puderam ouvir os interessantes relatos de Otávio Calegari Jorge, acadêmico de Ciências Sociais da UNICAMP que presenciou o terremoto e é membro da ANEL. Também puderam refletir sobre as análises do professor Javier Alberto Vadell, que leciona Economia Política no curso de Relações Internacionais da instituição e desenvolve pesquisas sobre as questões político-econômicas da América Latina.

O debate teve como principal objetivo denunciar aquilo que é omitido pela imprensa hegemônica, além de lançar a campanha nacional da ANEL/CONLUTAS de solidariedade aos trabalhadores e ao povo haitiano nas instituições privadas de ensino superior de Belo Horizonte. “O Haiti Precisa de ajuda, não de ocupação militar” é o mote da campanha.

Para conhecer mais a respeito do Haiti,  indicamos estes materiais:

8 DE MARÇO: MULHERES LUTADORAS FORAM ÀS RUAS EM BH

11/03/2010

As militantes do Movimento Mulheres em Luta gritaram bem alto: "Mulher de luta é radical, não é capacha do Governo Federal!".

Neste último 08 de março, Dia Internacional da Mulher, Belo Horizonte assistiu a uma de suas maiores manifestações feministas dos últimos anos. Cerca de mil participantes e 54 entidades feministas e sindicais, entre elas o Movimento Mulheres em Luta, a Conlutas e a Via Campesina, construíram uma grande marcha em homenagem aos 100 anos desta data de luta das trabalhadoras de todo o mundo. Estudantes do Coletivo Pagas e da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL) também marcaram presença na luta contra a opressão. 

A ampliação do número de creches e da licença-maternidade de seis meses, obrigatória e sem isenção fiscal, foram alguns dos eixos principais incorporados como bandeira da marcha unificada. Além, é claro, das denúncias contra o machismo, a homofobia, o racismo e a exploração da classe trabalhadora pelos grandes capitalistas. 

A passeata, que em um momento atingiu quase um quilômetro de extensão, partiu da Praça da Assembléia, onde estavam acampadas cerca de 400 mulheres do MST e Via Campesina. As manifestantes passaram por quatro pontos estratégicos de denúncia: o Ministério Público, o Banco Central, o Carrefour e a Prefeitura. 

As estudantes da ANEL denunciaram o machismo e a exploração como problemas inerentes ao capitalismo.

As mulheres da Conlutas foram destaque no ato. As trabalhadoras do SINDEESS, sindicato da saúde privada filiado à Conlutas, fizeram uma procissão com cruzes e um caixão com fotos de mulheres assassinadas. Em frente ao Banco Central, a CONLUTAS e a ANEL organizaram a denúncia da política econômica de Lula, que garante os superlucros dos bancos e empresários no País e deixa cada vez mais na miséria a massa trabalhadora. 

Na PBH, cuja administração é a aliança clara entre PT e PSDB, o SIND-REDE BH (filiado à Conlutas) e o SINDBEL fizeram denúncias e exigências como creches e a aplicação da licença-maternidade de seis meses para as servidoras municipais. Também ali as ocupações urbanas que lutam pela moradia protestaram contra ameaça de despejo de centenas de famílias ocupantes e contra a conivência da Prefeitura com a forte especulação imobiliária da cidade. 

O grande ato unificado das mulheres de BH e MG terminou na Praça Sete, ao som da Internacional Comunista e resgatando o sentido histórico desta data, originalmente sugerida em 1910 pelas mulheres socialistas da Segunda Internacional como manifestação de apoio e continuidade da luta das trabalhadoras de todo o mundo.

A CUT, a UNE e demais setores oportunistas atrelados ao Governo Lula, realizaram um ato separado e vergonhosamente eleitoreiro em apoio à Dilma Rousseff.

*Com informações de Lívia Furtado, da Conlutas-MG ( http://www.conlutas.org.br/ )

Haiti – Pesquisador da UNICAMP fala na PUC-Minas

07/03/2010

Cartaz de divulgação

O pesquisador da Unicamp, Otávio Calegari Jorge, que presenciou o terremoto no Haiti, estará na terça feira, dia 09 de março, às 18:30, na PUC-MG-Coração Eucarístico, para um debate. No final de dezembro de 2009, um grupo de 8 pesquisadores da Unicamp foi para o Haiti realizar uma pesquisa de campo. A investigação, coordenada pelo antropólogo Omar Thomaz Ribeiro e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi interrompida pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010 que arrasou aquele pequeno país do Caribe. As primeiras impressões da tragédia foram relatadas pela equipe de pesquisadores no Jornal Folha de São Paulo, dentre outros jornais e por meio do blog da pesquisa , sendo repercutida por todos os meios de comunicação no país.

Nesta terça dia 9 de março, às 18h, Otávio Calegari debate algumas de suas impressões sobre a presença militar brasileira no Haiti e sobre a ajuda internacioal à esse pequeno País.

DEBATE COM

Otávio Calegari Jorge, Estudante da UNICAMP que testemunhou o terremoto do Haiti, membro da ANEL

Javier Alberto Vadell, Professor de Relações Internacionais da PUC MINAS.

Roberto Verônica, Militante do Movimento Negro e membro do GT de Negros e Negras da CONLUTAS.

Gilson Reis, Presidente do Comitê Mineiro de Apoio ao Haiti.

LOCAL: PUC COREU

PRÉDIO: 4

AUDITÓRIO: I

RELATORIA DA ÚLTIMA REUNIÃO DO COLETIVO PAGAS REALIZADA EM 27/02/2010

04/03/2010

PRESENTES:

Hernane (Serviço Social UNA), Cairo (Ciências Sociais PUC-COREU), Helena (Pedagogia UFMG), Luis (Arquitetura PUC-COREU), Felipe (Ciências Sociais UNICAMP), Michele (Serviço Social UNA), Rayane (Comunicação Integrada PUC-SG), Israel “Xandin” (Comunicação Integrada PUC-SG), Luiza (Comunicação Integrada PUC-SG), Diego (Comunicação Integrada PUC-SG), Ricardo (Jornalismo NEWTON PAIVA).

 

PAUTA:

1 – Rodada de informes sobre e situação em cada universidade;

2 – Campanha de Solidariedade de classe ao povo do Haiti;

3 – Participação do Coletivo nos atos do Dia Mundial de Luta das Mulheres (8 de Março);

4 – Agendamento da próxima e união e produção de Jornal;

5 – Informes variados.

 

DISCUSSÕES E ENCAMINHAMENTOS:

1 – Rodada de informes sobre e situação em cada universidade;

PUC CORAÇÃO EUCARÍSTICO – Com a chamada “departamentalização”, cursos foram remanejados de instituto sem consulta prévia à comunidade acadêmica e sem planejamento de estrutura. O problema se deu, pelas palavras da pró-reitoria de infra-estrutura, por necessidade de corte de gastos. O DCE e a UNE não tomaram iniciativas quanto a isso, foram complacentes. Além disso, 48 professores foram demitidos, segundo a reitoria, por exigências do MEC e outros tiveram sua carga horária reduzida drasticamente. A situação lembra o ocorrido na PUC-SP, porém em menor intensidade. Os estudantes de Serviço Social realizaram assembléias para discutir o assunto e a ANEL fez uma denúncia nacional do problema.

UNA – Serviço Social e outros cursos sofreram mudança de curricular, tornando o ensino modulado. Isso tem gerado problemas aos alunos fatoriais. Com a modulação, horários de aula vagos contam como aula normal e são cobrados nas mensalidades. O estágio só passa a valer a ser creditado pela instituição a partir do 5° período; antes era a partir do 4° e já era ruim. O acervo da biblioteca e a infra-estrutura das salas são muito precários.

NEWTON PAIVA – O currículo de Jornalismo, bem como de vários outros cursos, foi alterado no ano passado e está muito mais tecnicista. Ao todo, mais de mil disciplinas foram excluídas do currículo ou viraram optativas, sendo cursadas por ensino a distância. A cota de impressões dos alunos e professores que era de 30 folhas passou pra 20, e pretendem diminuir até que acabe por completo. Alunas gestantes pagam taxas de serviço por atendimento especial e inúmeras taxas passaram a ser cobradas nas secretarias, como por exemplo, pedido de revisão de nota das provas que agora custa a bagatela de 50 reais. É preciso mobilização conjunta dos estudantes de faculdades particulares, pois passamos pelos mesmos problemas.

PUC SÃO GABRIEL – Recentemente, o D. A. de Letras teve sua sede invadida e seus pertencer roubados por estudantes do D. A. de Administração. Uma parede foi derrubada para unir a sala ao espaço que no passado pertenceu ao D. A. de Ciências Sociais (curso remanejado para outro campi). Essa mudança foi feita sem discussão prévia no conselho de D. A.s e a pró-reitoria acadêmica, mesmo sabendo previamente de tudo o que aconteceu, se omitiu completamente perante o problema, sendo conivente com a arbitrariedade. Por traz dessa manobra está o DCE, ligado à UNE e à partidos corruptos como PSB, PCdoB e PT. Foi proposto que os alunos de letras da PUC São Gabriel façam uma denúncia nacional sobre o problema por meio da ANEL.

 

2 – Campanha de Solidariedade de classe ao povo do Haiti;

Não se pode explicar toda a tragédia ocorrida no Haiti apenas com base no terremoto. Mesmo com um desastre dessa magnitude, não era necessário que cem mil pessoas morressem. O mesmo não aconteceria em países que vivem outra realidade social, como os EUA, o Japão etc. A real explicação dessa tragédia é a exploração capitalista selvagem que devasta o país. Os EUA controlam a economia do Haiti há quase 200 anos, através de inúmeras ditaduras (como a dos Papa Doc) e de governos “democráticos” burgueses. O salário mínimo no Haiti é de 120 gourdes na indústria têxtil (pouco mais de cem reais mensais). O desemprego gira em torno de 70-80% e pressiona os trabalhadores a aceitarem essa miséria. Grandes empresas têxteis norte-americanas pagam salários mais baixos que os dos chineses, como a Levi’s e a Gap. Para essas empresas, a miséria haitiana é uma grande fonte de lucros. As tropas da ONU que invadiram o país sob comando do exército brasileiro nunca cumpriram um papel humanitário como informa a imprensa burguesa. As condições de vida dos haitianos não melhoraram em nada com a atuação das tropas. O que as elas fazem, na verdade, é garantir a ordem pública e a defesa da propriedade privada para que a exploração do país pelas multinacionais não enfrente resistência popular. Foi encaminhado que o Coletivo Pagas se some à campanha de solidariedade classista da ANEL, exigindo a retiradas das tropas de ocupação brasileiras e internacionais realizando campanhas financeiras, palestras e atos políticos para ajudar os trabalhadores daquele país. A primeira atividade do Coletivo Pagas para colaborar com a campanha será na PUC Coreu, no próximo dia 9 de março e contará com a presença de Otávio Calegari Jorge, estudante da UNICAMP e membro da ANEL, que estava no Haiti no momento do terremoto.

 

3 – Participação do Coletivo nos atos do Dia Mundial de Luta das Mulheres (8 de Março);

O Movimento Mulheres em Luta, ligado à Conlutas, no dia 8 de Março realizará, em conjunto com outras entidades feministas, um ato público pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras. Foi encaminhado que os ativistas do Coletivo Pagas participem do ato e busquem promover no futuro atividades sobre as opressões machista, racista e homofóbica nas suas universidades.

 

4 – Agendamento da próxima e união e produção de Jornal;

Ficou definido que a próxima reunião do Coletivo será no dia 13 de março, na sede da Conlutas-MG, porém em novo horário: 15h. As reuniões itinerantes nas universidades serão aquelas com caráter de apresentação do Coletivo. Quanto ao jornal, ficou definido que ele passará a ser produzido após a realização do Seminário Programático do Coletivo.

 

5 – Informes variados.

A Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), uma central sindical que reúne entidades dos movimentos sindical, popular, estudantil e de combate às opressões, poderá em junho deste ano, no Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), fundir-se com outras organizações dos trabalhadores brasileiros, como a Intersindical, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Movimento Terra,Trabalho e Liberdade (MTL), a Pastoral Operária de SP e o Movimento Avançando Sindical (MAS). Isso concretizará uma etapa importante da reorganização dos trabalhadores brasileiros por fora das centrais sindicais cooptadas pelo governo e pela burguesia, como a CUT, CTB e a Força Sindical. Foi proposto os que ativistas do Coletivo que tiverem interesse participem do congresso como observadores.

PUC MINAS INICIA ONDA DE ATAQUES À QUALIDADE DE ENSINO PARA REDUZIR CUSTOS E AUMENTAR SEU LUCRO

24/02/2010

Por Washington Oliveira, Helena Toffoletti e Ricardo Malagoli,
do Coletivo Pagas  (Belo Horizonte, MG) e da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL).

Os estudantes de serviço social da PUC-Minas começam a se mobilizar.

Ao voltar às aulas, os estudantes da PUC Minas campus Coração Eucarístico, situado em Belo Horizonte, foram surpreendidos com uma nova organização realizada pela PUC durante as férias. A reitoria juntou vários departamentos em um mesmo instituto, com o argumento de reduzir custos e cumprir o estatuto da universidade. Este processo está sendo chamado pelos gestores de “departamentalização”.
 
Os estudantes do curso de Serviço Social têm questionado a forma autoritária como foi implementada esta reestruturação. E, além disso, desconfiam do seu teor político, já que a PUC aumentou em 5,9% a sua mensalidade, jogando por água abaixo o seu argumento vago de redução de custos. Os estudantes realizaram duas assembléias com ampla participação do corpo discente para discutir o tema. Na ultima, o Prof. Rômulo Albertini (Pró-reitor de Logística e Infraestrutura) afirmou, quando foi questionado se esta departamentalização era só uma mudança estrutural, que já “foram demitidos 48 professores para melhorar o ensino e muitos outros tiveram sua carga horária de aulas reduzidas” e que a PUC “está executando essas ações para se adequar às exigências do MEC”. Já se sabe que estão juntando turmas de diferentes cursos em uma mesma sala, nos casos em que há disciplinas comuns.
 
O DCE (dirigido pelos neoliberais do PSDB) que faz parte do conselho universitário, assim como a UNE, até agora não fizeram nenhuma denúncia consistente quanto ao projeto. Nós da ANEL, que estivemos presentes nas assembléias denunciamos o caráter verdadeiro deste projeto, que é diminuir os gastos e aumentar os lucros, sacrificando a qualidade do ensino. A chamada “departamentalização” é na verdade um duro ataque a qualidade do ensino e conta com o aval do Governo Lula!
 
Neste sábado 27, será realizada a reunião do Coletivo Pagas (uma organização de Belo Horizonte, MG, que reúne estudantes de várias universidades particulares) para organizar a luta na PUC Coração Eucarístico.
 

Contra a “departamentalização”!
Contra o aumento de 5,9% nas mensalidades!
Estabilidade no emprego: pela readmissão imediata de todos os professores demitidos!
Educação não é mercadoria, é um direito humano!

Nossa próxima reunião será neste sábado, dia 27!!!

23/02/2010

Amigos e amigas estudantes de
faculdades particulares de BH e Região!

Estamos marcando a primeira reunião de 2010 do COLETIVO PAGAS para o próximo dia 27, sábado, às 14h, na sede da CONLUTAS-MG!

ENDEREÇO: CONLUTAS – RUA DA BAHIA, Nº 504, 3º ANDAR (ESQUINA COM A RUA CARIJÓS, PRÓXIMO À PRAÇA DA ESTAÇÃO)

É muito importante que tod@s participem para que possamos avançar cada vez mais na construção de uma ampla rede de debate e colaboração entre os lutadores do movimento estudantil em universidades particulares. Vejam abaixo a atual sugestão de pauta da reunião e fiquem a vontade para proporem as modificações que considerarem construtivas!

1º ponto:
INFORMES E DISCUSSÕES SOBRE A SITUAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL EM CADA UNIVERSIDADE PAGA ONDE ESTUDAMOS.

2º ponto:
PROPOSTA DE REALIZAÇÃO DE UMA CAMPANHA EM SOLIDARIEDADE AO POVO DO HAITI NAS UNIVERSIDADES PAGAS DE BH.

3º ponto:
DISCUTIR A PARTICIPAÇÃO DO COLETIVO NOS ATOS DO DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES E A REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES EM CADA UNIVERSIDADE
SOBRE AS OPRESSÕES RACISTA, MACHISTA E HOMOFÓBICA.

4º ponto:
INFORMES SOBRE ASSUNTOS VARIADOS E AGENDAMENTO DA NOSSA PRÓXIMA REUNIÃO

VIVA O MOVIMENTO ESTUDANTIL UNIFICADO, INDEPENDENTE E COMBATIVO!

VENHA CONSTRUIR O COLETIVO PAGAS!

DIRETÓRIO ACADÊMICO DO CURSO DE LETRAS DA PUC SÃO GABRIEL FOI INVADIDO E ROUBADO

12/02/2010

Entenda como um sistema corrupto age livremente dentro da PUC São Gabriel 

O D.A. de Letras foi invadido no último mês de janeiro. Os objetos que estavam no espaço, tais como documentos do Diretório e artigos da comissão de formatura do 7° período do curso foram furtados e a sala foi ocupada. Se já não bastasse toda uma série de atrocidades que são cometidas no campus há muitos anos, como o roubo de computadores e urina humana encontrada em sala de Diretórios por diversas vezes, agora presenciamos a invasão de um espaço autônomo de uma organização estudantil independente. Com isso, os alunos de Letras não têm mais acesso ao seu próprio D.A, já que as fechaduras também foram trocadas pelos invasores.

Imagine só você chegando em sua casa, não conseguir abrir a porta da própria sala e apenas ver pela janela que seus pertences não estão lá e que a casa foi totalmente transformada sem a sua autorização e você não tem para onde ir? Um absurdo.

O mais complicado de toda a situação é que a Pró-reitoria da PUC São Gabriel é omissa e não teve nenhuma atitude para impedir que isso acontecesse. Também não se prontificou a tomar alguma decisão sobre o assunto, ou seja, não fizeram NADA. Com isso ela está mostrando a sua grande mediocridade, ineficiência e parcialidade em cumprir o seu papel institucional tão propagandeado ao não se impor da forma que deveria fazer dentro da Universidade. Muito pelo contrário, se manifestam apenas quando o que está em jogo é a construção de um movimento estudantil de verdade e autônomo, por meio de ações autoritárias como a suspensão de alunos que de fato lutam por uma Universidade mais justa e uma sociedade igualitária.

É preocupante sabermos que estamos estudando ao lado de grandes bandidos e vândalos que usam artifícios ilegais para deturpar a ordem e a pragmática de todo um movimento estudantil de luta. Além disso, é mais preocupante ainda saber que temos uma Pró-reitoria totalmente conivente e impotente diante de qualquer situação que acontece aqui dentro, e que com isso, só contribuem para que todo esse desrespeito a você, estudante, só aumente a cada dia com essa esfera de impunidade. Tudo isso só comprova o fato de que estamos cercados por uma grande Máfia.

Até  quando suportaremos pacificamente essa situação? O que mais precisa acontecer para termos ciência de que não podemos deixar esse tipo de coisa ir adiante? Eles vão se apropriar de uma coisa que não é deles e pronto? Fica por isso mesmo? É hora de fazermos um levante e mudarmos de uma vez por todas esse cenário de corrupção e impunidade que se instalou aqui na PUC São Gabriel.

Conclamamos todos os estudantes, esclarecidos e comprometidos com uma Universidade digna e que realmente queiram ajudar a transformar a sociedade, a se unirem a essa luta!

ESTUDANTES BRASILEIROS APROVAM AÇÕES DE SOLIDARIEDADE AO POVO DO HAITI

11/02/2010

Além da plenária nacional, a ANEL também se incorporou em atos públicos que denunciaram o recrudescimento da ocupação militar do Haiti.

Cerca de 200 estudantes ocuparam o ginásio da UCSAL para participar da primeira atividade Nacional da ANEL em 2010. A mesa foi inicialmente composta pelo representante da Conlutas, Mancha; o representante do Andes- SN, Rodrigo Dantas; o estudante Otávio Calegari, que estava no Haiti no momento do terremoto e por fim pelo membro da Comissão Executiva Nacional da ANEL, Henrique Saldanha. A atividade foi apresentada por Luiz e Ilze, representantes estaduais da ANEL Rio de Janeiro e Bahia.
 
A discussão iniciada pelo ANDES e em seguida pela Conlutas abordou a Conjuntura retomando desde o difícil ano de crise em 2009 até o apontamento dos grandes desafios colocados ao conjunto dos movimentos sociais em 2010. Ambos os representante ressaltaram a importância da aliança do movimento estudantil com os trabalhadores para superar as traições das direções governistas da CUT e UNE, construindo uma nova direção combativa e independente tanto para o movimento sindical e popular quanto para o movimento estudantil. Na perspectiva da necessidade da unificação dos movimentos, Mancha da Conlutas apresentou o CONCLAT (Congresso Nacional da Classe Trabalhadora) que terá como tema a unificação entre a Conlutas e a Intersindical em uma só ferramenta independente da classe trabalhadora.
 
O segundo momento da mesa foi tomado pela discussão em torno do Haiti. A plenária ficou atenta a apresentação do estudante Otávio Calegari que esteve no Haiti durante o terremoto pois participa de um grupo de pesquisa sobre o país. Otávio relatou com detalhes sua experiência desde sua chegada até os momentos pós-terremoto. Ele relatou suas percepções pela experiência concreta de visitas à fabricas, que superexploram a barata mão-de-obra haitiana, e até a maior favela de Porto Príncipe, Cité Soleil. O estudante expôs a situação de completa ausência do Estado e de qualquer contribuição das tropas de ocupação mesmo antes do desastre natural. O estudante criticou também o papel de ONGs que cumprem um papel auxiliar as tropas da Minustah.
 
Otávio contou que após o terremoto o caos social do país ficou ainda mais evidente: os corpos pelo chão, a falta de ajuda, comida e água se tornaram o cotidiano do país. Apesar disso, Otávio conta que não foram às tropas de ocupação que cumpriram o “papel humanitário”. Ele presenciou a solidariedade do próprio povo que por si só buscou comida e água, lutou para resgatar os corpos e montou os acampamentos para os desabrigados. Todo seu relato se tornou um exemplo vivo de que o Haiti precisa de fato de ajuda mas que somente uma Campanha de Solidariedade construída de forma independente e entregue as organizações dos trabalhadores haitianos é possível reverter de fato algo ao país.
 
Henrique Saldanha, pela ANEL, se apoiou no exemplo de experiência vivida por Otávio mas também na sua própria experiência como negro e morador da Bahia, estado com a maior população negra do país, para debater o tema acerca de toda a exploração e opressão sofrida pelo povo negro e haitiano e as conseqüências do terremoto para o Haiti. Henrique lançou as bases da Campanha da ANEL “Estudantes Brasileiros em Solidariedade ao Haiti – O Haiti precisa de ajuda, não de ocupação militar”. O estudante explicou a importância da construção de uma campanha classista de solidariedade também pelos estudantes. Somado a isso, ressaltou que diferentemente da UNE que em seu último Congresso aprovou apoio as tropas da ONU, é necessário intensificar o debate contra a ocupação militar no Haiti. A campanha tem objetivo de ir a Escolas e Universidades do país inteiro para debater o tema e arrecadar fundos para serem enviados ao Haiti através da Campanha já iniciada pela Conlutas.
 
Por fim, foi chamado a mesa para uma saudação o haitiano Frank Seguy. Ele retomou o histórico de dominação pelo imperialismo no país e reforçou o informe de Otávio, contando outras experiências com as tropas de ocupação. Por fim, agradeceu e reforçou a importância da campanha de solidariedade ao Haiti construída de forma independente.
 

Após as apresentações, a plenária foi seguida com várias intervenções de estudantes e entidades do Brasil inteiro. Foram muitos informes da construção da ANEL nos Estados, das lutas nas Universidades e Escolas e dos novos desafios ao movimento estudantil.

Anel Bahia e Conlutas apresentam o debate sobre Questão racial

O segundo momento da plenária foi tomado pelo debate sobre a questão racial. A mesa contou com o representante do GT de Negros e Negras da Conlutas, Júlio Condac e com o estudante Jean representando a ANEL Estadual Bahia, primeira estadual a realizar Iº Seminário de Consciência Negra da Anel. O debate girou em torno do debate sobre a questão racial evidenciando toda opressão sofrida pelos negros e negras. O programa defendido por ambos os representantes incluia uma perpectiva de raça e classe na luta contra a combinação da exploração capitalista e da opressão étnico-racial, esta última responsável pela manutenção e ampliação do abismo sócio-econômico existente entre brancos e negros.

Nesse ponto da plenária também foi aprovada que a ANEL assinaria e participaria do encaminhamento do processo contra a violência presenciada por diversos manifestantes ao final da marcha do Haiti na noite do dia 29/02. Um policial atirou em um morador de rua, negro e pobre, achando que crime passaria anonimamente porém houve grande manifestação no momento na qual a população e os manifestantes repudiaram o ato.

Por fim, a partir de toda discussão feita na plenária todos presentes aprovaram uma carta ao conjunto do movimento estudantil que sintetiza toda discussão feita nessa vitoriosa plenária. Leia a carta em http://anelivre.blogspot.com/