Educadores e funcionários da rede municipal de Belo Horizonte (MG) estão em greve desde o último dia 16 de março. Neste mesmo dia cerca de 4 mil trabalhadores em educação, saúde, policia civil e demais servidores das secretarias de estado realizaram um grande ato unificado na Cidade Administrativa de Aécio Neves (MG), construída às custas do sucateamento da educação e saúde e de ataques aos direitos dos servidores públicos.
A reivindicação central da categoria se refere à proposta de 22,41% de reajuste salarial, isonomia salarial e funcional das professoras da educação infantil e demais auxiliares. Propostas de melhoria nas condições de trabalho constam da pauta dos grevistas.
A exemplo dos professores que estão em greve em São Paulo, os belorizontinos também são contra a política de premiação por mérito em substituição à política de recuperação de perdas salariais. Esta semana será de intensa mobilização da educação na cidade, a fim de colocar a greve na rua e exigir do prefeito Márcio Lacerda (PSB/PT/PSDB) que abra negociações imediatamente. No próximo dia 23 de março, será realizada outra assembleia geral para se definir os rumos do movimento. Tudo indica que a greve se fortalecerá.
Professores de vários outros estados, como São Paulo, Rio grande do Norte e Paraíba, também estão em luta. Para mais informações, acesse o site na Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) e do Coletivo Fortalecer (formado professores da rede municipal de BH que dirigem o Sind-REDE):
www.conlutas.org.br - http://coletivofortalecer.blogspot.com/