PRESENTES:
Hernane (Serviço Social UNA), Cairo (Ciências Sociais PUC-COREU), Helena (Pedagogia UFMG), Luis (Arquitetura PUC-COREU), Felipe (Ciências Sociais UNICAMP), Michele (Serviço Social UNA), Rayane (Comunicação Integrada PUC-SG), Israel “Xandin” (Comunicação Integrada PUC-SG), Luiza (Comunicação Integrada PUC-SG), Diego (Comunicação Integrada PUC-SG), Ricardo (Jornalismo NEWTON PAIVA).
PAUTA:
1 – Rodada de informes sobre e situação em cada universidade;
2 – Campanha de Solidariedade de classe ao povo do Haiti;
3 – Participação do Coletivo nos atos do Dia Mundial de Luta das Mulheres (8 de Março);
4 – Agendamento da próxima e união e produção de Jornal;
5 - Informes variados.
DISCUSSÕES E ENCAMINHAMENTOS:
1 – Rodada de informes sobre e situação em cada universidade;
PUC CORAÇÃO EUCARÍSTICO – Com a chamada “departamentalização”, cursos foram remanejados de instituto sem consulta prévia à comunidade acadêmica e sem planejamento de estrutura. O problema se deu, pelas palavras da pró-reitoria de infra-estrutura, por necessidade de corte de gastos. O DCE e a UNE não tomaram iniciativas quanto a isso, foram complacentes. Além disso, 48 professores foram demitidos, segundo a reitoria, por exigências do MEC e outros tiveram sua carga horária reduzida drasticamente. A situação lembra o ocorrido na PUC-SP, porém em menor intensidade. Os estudantes de Serviço Social realizaram assembléias para discutir o assunto e a ANEL fez uma denúncia nacional do problema.
UNA - Serviço Social e outros cursos sofreram mudança de curricular, tornando o ensino modulado. Isso tem gerado problemas aos alunos fatoriais. Com a modulação, horários de aula vagos contam como aula normal e são cobrados nas mensalidades. O estágio só passa a valer a ser creditado pela instituição a partir do 5° período; antes era a partir do 4° e já era ruim. O acervo da biblioteca e a infra-estrutura das salas são muito precários.
NEWTON PAIVA – O currículo de Jornalismo, bem como de vários outros cursos, foi alterado no ano passado e está muito mais tecnicista. Ao todo, mais de mil disciplinas foram excluídas do currículo ou viraram optativas, sendo cursadas por ensino a distância. A cota de impressões dos alunos e professores que era de 30 folhas passou pra 20, e pretendem diminuir até que acabe por completo. Alunas gestantes pagam taxas de serviço por atendimento especial e inúmeras taxas passaram a ser cobradas nas secretarias, como por exemplo, pedido de revisão de nota das provas que agora custa a bagatela de 50 reais. É preciso mobilização conjunta dos estudantes de faculdades particulares, pois passamos pelos mesmos problemas.
PUC SÃO GABRIEL – Recentemente, o D. A. de Letras teve sua sede invadida e seus pertencer roubados por estudantes do D. A. de Administração. Uma parede foi derrubada para unir a sala ao espaço que no passado pertenceu ao D. A. de Ciências Sociais (curso remanejado para outro campi). Essa mudança foi feita sem discussão prévia no conselho de D. A.s e a pró-reitoria acadêmica, mesmo sabendo previamente de tudo o que aconteceu, se omitiu completamente perante o problema, sendo conivente com a arbitrariedade. Por traz dessa manobra está o DCE, ligado à UNE e à partidos corruptos como PSB, PCdoB e PT. Foi proposto que os alunos de letras da PUC São Gabriel façam uma denúncia nacional sobre o problema por meio da ANEL.
2 – Campanha de Solidariedade de classe ao povo do Haiti;
Não se pode explicar toda a tragédia ocorrida no Haiti apenas com base no terremoto. Mesmo com um desastre dessa magnitude, não era necessário que cem mil pessoas morressem. O mesmo não aconteceria em países que vivem outra realidade social, como os EUA, o Japão etc. A real explicação dessa tragédia é a exploração capitalista selvagem que devasta o país. Os EUA controlam a economia do Haiti há quase 200 anos, através de inúmeras ditaduras (como a dos Papa Doc) e de governos “democráticos” burgueses. O salário mínimo no Haiti é de 120 gourdes na indústria têxtil (pouco mais de cem reais mensais). O desemprego gira em torno de 70-80% e pressiona os trabalhadores a aceitarem essa miséria. Grandes empresas têxteis norte-americanas pagam salários mais baixos que os dos chineses, como a Levi’s e a Gap. Para essas empresas, a miséria haitiana é uma grande fonte de lucros. As tropas da ONU que invadiram o país sob comando do exército brasileiro nunca cumpriram um papel humanitário como informa a imprensa burguesa. As condições de vida dos haitianos não melhoraram em nada com a atuação das tropas. O que as elas fazem, na verdade, é garantir a ordem pública e a defesa da propriedade privada para que a exploração do país pelas multinacionais não enfrente resistência popular. Foi encaminhado que o Coletivo Pagas se some à campanha de solidariedade classista da ANEL, exigindo a retiradas das tropas de ocupação brasileiras e internacionais realizando campanhas financeiras, palestras e atos políticos para ajudar os trabalhadores daquele país. A primeira atividade do Coletivo Pagas para colaborar com a campanha será na PUC Coreu, no próximo dia 9 de março e contará com a presença de Otávio Calegari Jorge, estudante da UNICAMP e membro da ANEL, que estava no Haiti no momento do terremoto.
3 – Participação do Coletivo nos atos do Dia Mundial de Luta das Mulheres (8 de Março);
O Movimento Mulheres em Luta, ligado à Conlutas, no dia 8 de Março realizará, em conjunto com outras entidades feministas, um ato público pelo Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras. Foi encaminhado que os ativistas do Coletivo Pagas participem do ato e busquem promover no futuro atividades sobre as opressões machista, racista e homofóbica nas suas universidades.
4 – Agendamento da próxima e união e produção de Jornal;
Ficou definido que a próxima reunião do Coletivo será no dia 13 de março, na sede da Conlutas-MG, porém em novo horário: 15h. As reuniões itinerantes nas universidades serão aquelas com caráter de apresentação do Coletivo. Quanto ao jornal, ficou definido que ele passará a ser produzido após a realização do Seminário Programático do Coletivo.
5 – Informes variados.
A Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), uma central sindical que reúne entidades dos movimentos sindical, popular, estudantil e de combate às opressões, poderá em junho deste ano, no Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), fundir-se com outras organizações dos trabalhadores brasileiros, como a Intersindical, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Movimento Terra,Trabalho e Liberdade (MTL), a Pastoral Operária de SP e o Movimento Avançando Sindical (MAS). Isso concretizará uma etapa importante da reorganização dos trabalhadores brasileiros por fora das centrais sindicais cooptadas pelo governo e pela burguesia, como a CUT, CTB e a Força Sindical. Foi proposto os que ativistas do Coletivo que tiverem interesse participem do congresso como observadores.